Feira em Rio Negro amplia oportunidades para o empreendedorismo feminino
Evento busca ampliar oportunidades entre mulheres empreendedoras em um espaço de exposição, vendas e troca de experiências. Foto: Inove
Conquistar clientes, divulgar produtos e estabelecer parcerias são alguns dos desafios de quem empreende. Em Rio Negro, a 2ª Liquida Rio Negro busca ampliar essas oportunidades ao reunir negócios liderados por mulheres em um espaço de exposição, vendas e troca de experiências. O evento será realizado em 7 de novembro, das 9h às 20h, no Espaço das Cidades.
Organizada pela Prefeitura de Rio Negro, por meio do Departamento da Mulher, da Sala do Empreendedor e da Secretaria de Indústria e Comércio, em parceria com o Sebrae/PR e outros apoiadores, a feira chega à segunda edição após reunir 25 empreendedoras em 2025. A programação é aberta à comunidade e inclui praça de alimentação, atrações ao longo do dia e atividades para crianças, como a Feirinha Delas e uma oficina de bolachas.
Na primeira edição, as expositoras relataram resultados positivos, como a conquista de novos clientes e contatos com potencial para gerar negócios futuros, segundo a consultora do Sebrae/PR Fernanda Filipak Dantas.
Primeira edição da Liquida Rio Negro mobilizou 25 empreendedoras. Foto: Inove
Desde junho, o Sebrae/PR realiza encontros e capacitações para preparar as participantes, com orientações sobre posicionamento de marca, organização dos estandes, atendimento ao público e fidelização de clientes.
“Nosso objetivo é preparar essas empreendedoras para aproveitarem melhor as oportunidades da feira, desde a apresentação dos produtos e a organização do estande até o atendimento ao público. A ideia é que elas consigam não apenas realizar vendas durante o evento, mas também conquistar clientes e criar oportunidades para seus negócios”, explica Fernanda.
O trabalho do Sebrae/PR também se estende para além do evento, por meio de uma comunidade de empreendedoras que compartilha informações sobre capacitações e oportunidades de negócios. Conforme as necessidades, algumas participantes recebem consultorias especializadas e orientações para participar de prêmios e iniciativas de desenvolvimento empresarial.
Para Valéria Cit, diretora do Departamento da Mulher de Rio Negro, a feira também representa um espaço de valorização do empreendedorismo feminino, especialmente para mulheres que precisam conciliar a gestão dos negócios com as responsabilidades familiares.
“Eu também venho do empreendedorismo, então conheço de perto muitos desses desafios. Muitas mulheres precisam administrar seus negócios, cuidar da casa, dos filhos e da família, além de encontrar tempo para investir no próprio crescimento profissional”, afirma.
Para a diretora, a feira também favorece a troca de experiências e a construção de parcerias entre as participantes. “A feira vai além das vendas: é um momento de conexão, em que as empreendedoras trocam experiências, compartilham desafios e podem construir parcerias”, destaca.
Histórias que ganham novos espaços
A confeiteira Taysa Vitória participará da feira pela primeira vez. Ela começou a empreender em 2021, ao identificar uma oportunidade de comercializar em Rio Negro o Copo da Felicidade, sobremesa popular em sua cidade natal, o Rio de Janeiro.
Taysa começou a empreender em 2021 e hoje vive do seu negócio no Delícias da Pretinha. Foto: Arquivo Pessoal
Com R$ 50 emprestados, iniciou a produção para pessoas próximas e, depois, passou a vender de porta em porta e em estabelecimentos comerciais. Com o crescimento da clientela, ampliou o cardápio para bolos, tortas, doces e salgados. Em julho de 2025, inaugurou uma loja física que atende Rio Negro e Mafra. “O Delícias começou ali com R$ 50, com um produto, e hoje o Copo da Felicidade ainda continua sendo um dos carros-chefes da loja”, conta.
Para Taysa, a feira é uma oportunidade de alcançar novos clientes, divulgar a marca e conquistar encomendas para ampliar o negócio.
Também estreante, Sandra Aparecida Rulhes Elias, quer aproveitar a feira para apresentar seu empreendimento, criado há dez anos como alternativa de renda. A propriedade oferece serviços para eventos, produção de sucos e vinhos, lavandário com visitação, cosméticos à base de lavanda, hospedagem em chalés e trilhas na natureza.
“Espero alcançar muitas vendas com muita divulgação do meu espaço para pessoas que ainda não nos conhecem, estabelecer mais parcerias e tornar minha marca mais conhecida”, afirma Sandra.
Sandra oferece vários serviços de eventos e quer apresentar o trabalho pela primeira vez na Feira. Foto: Arquivo Pessoal
Para Juliana Cardoso, consultora de beleza, a participação na primeira edição ajudou a ampliar a visibilidade de um pequeno negócio que funciona principalmente no ambiente digital. Empreendedora desde 2020, ela trabalha com atendimento presencial e on-line, com foco em maquiagem e cuidados com o rosto, além de atuar com treinamentos para consultores das marcas.
Juliana viu no encontro uma oportunidade de se aproximar dos consumidores. Na primeira participação, realizou vendas, ampliou a rede de contatos e conquistou clientes que continuam comprando.
“A principal mudança foi a visibilidade na cidade. Passei a ouvir com mais frequência: ‘Eu conheci você na feira’, ‘Conversei com você lá’ ou ‘Minha mãe comprou com você e me indicou’. São situações que mostram como aquele contato continua trazendo resultados”, relata. Como não possui estabelecimento físico, Juliana considera o contato presencial importante para criar vínculos que se mantêm no atendimento digital.
Juliana em sua primeira participação da Feira. Foto: Arquivo Pessoal
Quem também retorna à Liquida Rio Negro é Anna Caroline Schelbauer Ribeiro, proprietária de um ateliê especializado em costura personalizada, estampas, bordados e gravação a laser. Empreendedora desde 2017, ela produz itens como enxovais para bebês, peças de decoração e presentes personalizados.
Na primeira edição da feira, Anna realizou vendas e conquistou clientes que geraram novas oportunidades de negócios nos meses seguintes. “Foi um evento incrível, com grande público, o que gerou muitas vendas no local e também trouxe novas oportunidades para as vendas de fim de ano e, assim, novos clientes fiéis!”, relata.
A participação também incentivou a empreendedora a desenvolver novas coleções e participar de eventos em outras cidades. Para 2026, a expectativa é ampliar os resultados, aproveitando a maior estrutura da feira e as capacitações oferecidas pelo Sebrae/PR.
Anna levou seu ateliê na primeira Feira e voltará para participar. Foto: Arquivo Pessoal
