TURISMO NO TOCANTIS
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TURISMO NO TOCANTIS

Tocantins acaba de oficializar duas novas rotas turísticas


O Tocantins acaba de oficializar duas novas rotas turísticas: Capim Dourado e Serras Gerais. As leis federais que reconhecem os roteiros abrem caminho para ampliar ações de promoção, estruturação e investimentos em turismo no estado.


Com o novo status, o Ministério do Turismo passa a ter base legal para apoiar a criação e melhoria de trilhas, parques naturais fortalecendo destinos já conhecidos pelos viajantes e revelando novos cenários. A medida aumenta a visibilidade do Tocantins no mapa do turismo brasileiro, estimulando o ecoturismo, valorizando a cultura local e atraindo empreendimentos interessados em experiências sustentáveis. As novas rotas surgem como convites para explorar o coração do Brasil além dos destinos mais óbvios.


A Rota do Capim Dourado reúne alguns dos municípios mais emblemáticos do Tocantins, como Mateiros, São Félix do Tocantins, Ponte Alta, Novo Acordo, Almas e Lagoa do Tocantins. Oficialmente reconhecido por lei, o circuito fortalece vocações ligadas à natureza, ao artesanato e às tradições locais, abrindo espaço para novos roteiros, passeios guiados e experiências imersivas com comunidades que vivem da coleta e do manejo sustentável do capim-dourado. 


Já a Rota das Serras Gerais, que inclui cidades como Dianópolis, Arraias, Taguatinga e Natividade, aposta em cânions, rios cristalinos, paredões rochosos e vilarejos históricos para impulsionar o ecoturismo. O Ofício das Tacacazeiras da Região Norte foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O registro, incluído no Livro dos Saberes, valoriza o trabalho das mulheres amazônicas responsáveis por preparar e vender uma das comidas mais emblemáticas da região: o tacacá, feito com tucupi e goma de mandioca, camarão seco, jambu e temperos tradicionais. 


Presente nas sete capitais da Região Norte, o ofício carrega séculos de saberes culinários e formas de organização do trabalho, muitas vezes transmitidos de mãe para filha. Em cidades como Belém, há registros das tacacazeiras desde o fim do século XIX, quando a venda de alimentos nas ruas se consolidou como alternativa de sustento e autonomia para muitas mulheres. O reconhecimento reforça a importância desses saberes ancestrais e projeta o tacacá como símbolo da identidade amazônica.