Retrospectiva

Olhares diferenciados sobre atrativos, formas de negócio e trade
  Publicado em: 31/12/2022



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| Crédito: Divulgação
Em 2022, o Brasil viu as viagens pelo território nacional seguirem em ritmo de recuperação. Em setembro, as atividades ligadas ao setor registraram um faturamento de R$18,1 bilhões, o maior volume para o mês desde 2014, quando atingiu R$19,8 bilhões. No acumulado do ano, a movimentação financeira já chega a R$147,2 bilhões e é 32% maior do que a registrada no mesmo período em 2021. Os dados do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo batem com a análise do Conselho Mundial de Viagens e Turismo, que prevê encerrar 2022 com uma movimentação de US$ 8,35 trilhões. Ainda que em ritmo de retomada da atividade turística, este ano a PG Turismo buscou olhares diferenciados não só sobre atrativos, formas de negócio e o trade. Confira!

𝗦𝗘𝗥𝗚𝗜𝗢 𝗠𝗘𝗡𝗗𝗢𝗡𝗖̧𝗔
Nada melhor para atrair boas energias para 2022 do que falar sobre as belezas captadas pelo fotógrafo Sergio Mendonça Júnior, um fascinado pelos registros do céu. O paulista de 59 nos até pensou em cursar Processamento de Dados, mas se encontrou realmente na fotografia. Hoje, trabalha com a produção fotográfica e filmagens, atuando também nas áreas culturais e de projetos. Atuando como fotógrafo desde 1979, Mendonça montou seu próprio estúdio em 1990 e tem seu tempo dividido atualmente entre a fotografia industrial, técnica e aérea, e pesquisas em Astrofotografia e a Macrofotografia.

A captura de detalhes nas imagens de pequenos objetos e seres vivos e o registro noturno do céu se transformaram, segundo ele, em um verdadeiro hobby. Este ano, uma fotografia de minha autoria, de um helicóptero voando sobre as Cataratas do Iguaçu, foi selecionada em um concurso internacional da Air Bus Helicopters, e, esta foto está impressa no calendário 2022 da Air Bus.

𝗝𝗢𝗔̃𝗢 𝗔𝗟𝗖𝗘𝗨 𝗥𝗜𝗚𝗢𝗡 𝗙𝗜𝗟𝗛𝗢
Para mostrar os caminhos trilhados pelo empresário João Alceu Rigon Filho na tentativa de
reaproximar o trade da Associação Brasileira das Agências de Viagens do Paraná, a edição 77 entrevistou o economista que comanda a Associação desde dezembro de 2021 e será o seu gestor até 2023. Rigon Filho contou que pretendia, entre outras metas, criar conexões e estreitar laços permanentes com o trade turístico no Paraná. O presidente destacou que a principal missão da ABAV-PR é representar as agências de viagens do Estado em sua interlocução com o mercado, promovendo um ambiente de negócios mais favorável.

Sobre a retomada da Expo Turismo, após dois anos, João Rigon afirmava ter as melhores expectativas, já que havia uma demanda reprimida pelo reencontro presencial. “Além da Feira de Exposições, onde o agente de viagens pode encontrar ou conhecer seus fornecedores (cias aéreas, operadoras de turismo, hotelaria, destinos nacionais e internacionais, serviços e outras categorias de empresas ligadas ao setor), também teremos rodadas de negócios e um espaço dedicado à tecnologia para o turismo. Nós não esquecemos da capacitação, que sempre foi um foco forte do evento. Teremos menos programação neste ano, mas com atrações escolhidas a dedo, voltadas para o público do evento”, adiantava o presidente da ABAV-PR.

𝗥𝗔𝗙𝗔𝗘𝗟 𝗘𝗗𝗨𝗔𝗥𝗗𝗢 𝗗𝗔 𝗦𝗜𝗟𝗩𝗔
A edição 78 mostrou detalhes do funcionamento de um atrativo dos mais conhecidos do interior do Paraná. Ao entrevistar o gerente geral do Hotel Fazenda Dorizzon, Rafael Eduardo da Silva, a edição mostrou o desafio que foi administrar o empreendimento durante a pandemia de Covid-19, as estratégias e alternativas utilizadas. Formado em Gestão Comercial pela ESIC Marketing School, com MBA em Inovação e Liderança pela PUC-RS, e pós-graduado em Gestão de Pessoas pela PUC-RS, Silva, que é presidente do Conselho Municipal de Turismo, em Mallet, confessou ter passado por momentos delicados no auge da pandemia. Dificuldades, segundo o gerente, vencidas com sabedoria, alianças estratégicas, paciência e uma força-tarefa reunindo os mais de 65 funcionários.

Um momento de luta diária para mudar estratégias da noite para o dia. Por um lado, cuidando e zelando por todos os colaboradores, e, por outro lado, criando novos produtos e serviços para agregar mais possibilidades de vendas. Além do esforço no período pandêmico, o gerente implantou várias inovações no Hotel Dorizzon. “Mudança da estrutura dos quartos, nova iluminação externa, espaços com cadeiras confortáveis para tomar um vinho, ao lado de uma fogueira, ou na fonte de água sulforosa. Compra de bicicletas mais modernas e confortáveis, alteração do cardápio, com comidas típicas de hotel fazenda”, detalhou.

𝗔𝗟𝗘𝗖𝗦𝗔𝗡𝗗𝗥𝗔 𝗛𝗬𝗣𝗢́𝗟𝗜𝗧𝗢
Alecsandra Catarina Horbatiuk Hypólito, gerente do Premium Vila Velha Hotel, foi a personagem entrevistada na edição 79. Ela que cursou Tecnologia em Processos Gerenciais, é bacharel em Administração de Empresas, MBA em Gestão Empresarial, tem curso de Hotelaria e especialização em Eventos e Cerimonial Público e Privado, e, integra o Conselho Municipal de Turismo e do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico-Cultural. Alecsandra como diretora do Convention e Visitors Bureau e do Sindicato de Hotéis e Restaurantes trouxe, à época, uma excelente notícia: a taxa de ocupação dos cinco grandes hotéis associados de Ponta Grossa subiu de 52% em 2019 para 56% em 2022. O percentual era maior do que o registrado um ano antes do início da pandemia.

Há 11 anos à frente do hotel, a gerente garantiu que a última década foi revolucionária para o setor hoteleiro e para o Turismo de Ponta Grossa. “Quando eu entrei no hotel, não tínhamos tanta concorrência entre os hotéis. De repente, com os estudos feitos, acredito que pelas grandes redes, foi visto que a cidade crescia muito, se desenvolvia e que cabiam muitos hotéis aqui. A concorrência é sempre muito bem-vinda porque tira as empresas de sua zona de conforto. Precisamos, além dessa adaptação, nos modernizar, valorizar mão-de-obra, capacitar colaboradores. Não é só abrir um hotel e receber o cliente.

𝗣𝗔𝗨𝗟𝗢 𝗔𝗧𝗭𝗜𝗡𝗚𝗘𝗡
Um colega do meio da Comunicação especializada em Turismo foi o ouvido na edição 80. Paulo Atzingen fundador do Diário do Turismo, o primeiro jornal on-line diário de Turismo do Brasil, conversou conosco e comentou o que o levou a atuar no jornalismo especializado. “Morei na Amazônia por 20 anos da minha vida e lá vi a passagem dos rios e descobri o tempo mítico, diferente do tempo do relógio, do tempo corporativo. Durante o curso de Letras e Artes na Universidade Federal do Pará criou a primeira revista, a Paysage porque sonhava (e realizei) publicar nela as minhas experiências estéticas e de viagem. A revista durou três anos. Em Belém, tenho um amigo, o Ney Barra da Veiga, que tinha uma agência de viagem, a Neytur. Ele me incentivou muito. Esse incentivo me levou à redação de uma revista do trade”, dizia ele, citando que os maiores desafios foram estruturais.

Entre as principais notícias que acompanhou ao longo desses anos, Atzingen citou a criação do Ministério do Turismo em 2004, cobrir a Copa do Mundo da África em 2010, como mídia convidada, e a participação na ópera do Marajó. O editor do Diário do Turismo vê a retomada das atividades turísticas no País com esperança. Das sugestões entre destinos pouco conhecidos no Brasil, Paulo indicou o Parque Nacional Serra dos Órgãos (Parnaso), no Rio de Janeiro, e o Monte Roraima, localizado na tríplice fronteira entre Brasil,
Venezuela e Guiana.


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